segunda-feira, 4 de novembro de 2013

São Paulo - Fasano

Não vou negar que eu tinha um pé atrás com o Fasano, porque imaginava o lugar cheio de velhinhos de gravata borboleta, com suas esposas bem menos velhinhas usando casacos de pele. 
Sempre que o Fernando sugeria que fôssemos lá eu dizia: "Fasanos que não te vejo" e escolhia outro lugar. 
Um dia eu finalmente me curvei e resolvi enfrentar os velhinhos aristocratas de frente. 
Qual não foi minha surpresa quando, ao chegar no restaurante, não encontrei nenhum velhinho acendendo charuto com nota de cem dólares. Foi quase uma decepção... Rs!
O lugar é lindo e aconchegante, daqueles em que você passa horas sem ver o tempo passar. 
Na primeira vez que fomos ao restaurante fizemos o menu degustação (mas não tínhamos o blog), uma experiência que me encheu de amor e ódio. Amor, quando eu comia cada um dos pratos, e ódio, quando pensava que tinha relutado tanto em ir lá. 
Foi nessa primeira vez que vimos a Val Marchiori na mesa ao lado, abafando com seu casaco de pele numa noite em que não fazia tanto frio assim. 
Esse post é sobre outra ida nossa ao lugar, para comemorar o aniversário do Fernando e nosso de casamento. 
Dessa vez não fizemos o menu degustação, mas pedimos entrada, principal e sobremesa e saímos de lá satisfeitíssimos como sempre. Ah, e mais um ponto positivo: na mesa ao lado estava o Nando Reis. 

O amuse bouche, cortesia do chef, foi esse creme de couve-flor que desce macio e reanima, preparando o estômago para as gostosuras que estão por vir. 

A minha entrada lembrava um suflê ou uma empada gigante. Não consegui me decidir. Só sei que a massa era levíssima e...


... o recheio de cogumelos muito cremoso. 


A entrada do Fernando era uma massa com tinta de lula. Ele adorou!


Meu prato principal foi esse filé alto acompanhado de batatas com queijo. 


O Fernando também foi de filé, mas o dele era um Rossini, com um escalope de foie gras por cima. 


Eu pedi creme brulée, uma maravilha!


Pro Fernando, um mil-folhas com laranjas, perfumadíssimo.


Sabendo que comemorávamos datas especiais, eles nos ofereceram um bolo de chocolate, que eu não provei porque minha promessa ainda não tinha acabado, mas o Fernando traçou com gosto a minha parte e a dele. 


E, para acompanhar o café, mais docinhos. Só para a foto, porque não aguentei nem o café, muito menos os docinhos. Mais uma vez o maridão me representou. 


Além da comida perfeita, o staff do Fasano é mega gentil e atencioso, valendo a menção honrosa ao Manoel Beato, um dos maiores sommeliers do mundo!
Aprendi a adorar o Fasano, o que não é difícil, lógico. Afinal, é como dirigir um carro automático depois de anos dirigindo um mecânico: você estranha no começo, mas com coisa boa a gente acostuma rápido! 


Nenhum comentário:

Postar um comentário